Maio 23, 2022

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OGM | Reino Unido vai realizar testes de campo com cevada GM e cevada com o genoma editado

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O Reino Unido vai realizar testes de campo com cevada geneticamente modificada e cevada com o genoma editado.

O melhoramento foi feito para reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e promover uma melhor saúde do solo, promovendo um modelo agrícola mais sustentável e eficiente na produção de alimentos.

Os testes de campo vão ser realizados pelo Crop Science Centre, que resulta de uma parceria entre a Universidade de Cambridge e o Instituto Nacional de Botânica Agrícola no Reino Unido. O melhoramento da cevada foi feito para reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e promover uma melhor saúde do solo, promovendo um modelo agrícola mais sustentável e eficiente na produção de alimentos.

Os cientistas vão avaliar se a melhoria da interação entre as culturas e os fungos naturais do solo pode ajudar as plantas a absorver água com nitrogénio e fósforo do solo, elementos que muitas vezes são fornecidos às plantas pelos fertilizantes sintéticos. A avaliação envolverá variedades de cevada geneticamente modificada para aumentar os níveis de expressão do gene NSP2 para melhorar a sua capacidade de interagir com fungos micorrízicos.

Também envolverá variedades de cevada com o genoma editado que podem suprimir a sua interação com fungos micorrízicos arbusculares para ajudar os cientistas a avaliar todo o espectro de interações e quantificar como os micróbios apoiam o desenvolvimento das plantas. O ensaio de campo avaliará a produção de cevada sob condições de alto e baixo fosfato, bem como a potencial proteção adicional das culturas contra pragas e doenças como resultado da relação entre a planta e os fungos micorrízicos.

Os cientistas enfatizaram que a biotecnologia pode ser uma ferramenta valiosa para disponibilizar opções aos agricultores de todo o mundo. Neste caso, o desenvolvimento de cevada que pode potencialmente reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos pode ajudar os agricultores de países em desenvolvimento a reduzir os custos de produção e, desse modo, aumentar os seus rendimentos, impulsionando ao mesmo tempo a produção de alimentos. Além disso, a redução do uso de fertilizantes sintéticos em países desenvolvidos reduz a poluição ambiental, ajuda a preservar a biodiversidade e reduz as emissões de gases de efeito estufa.

Mais informações no Crop Science Center.

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