Dezembro 7, 2021

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O estado da arte da Drosophila suzukii (Matsumura)

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Registada pela primeira vez em 1916, no Japão, a espécie Drosophila suzukii (Matsumura) encontra-se atualmente presente em diversos países a nível mundial (Figura 1).

A dispersão a curta distância faz-se através do voo dos adultos e a grande distância pela circulação no comércio mundial de frutos infestados. Desde a sua identificação em Portugal, datada a julho de 2012, que as principais zonas de produção de pequenos frutos e cereja são alvo de ataques severos e prejuízos avultados, sempre que as condições se apresentam favoráveis à praga. A sua nocividade está relacionada com três fatores: o elevado número de gerações, a capacidade de reprodução e a diversidade de hospedeiros que na Europa ascende a 47. Os estragos diretos estão relacionados com o desenvolvimento das larvas dentro dos frutos e os estragos indiretos com a instalação de doenças causadas por fungos e bactérias logo após a postura.

Os machos adultos são facilmente identificados pela mancha negra que apresentam nas asas e as fêmeas adultas pelo resistente ovipositor que lhes permite perfurar a epiderme dos frutos ainda verdes (Figura 2 e 3). Os adultos vivem entre 21 e 66 dias, estando a sua atividade dependente, entre outros fatores, da temperatura. Com temperaturas inferiores a 5°C e superiores a 30ºC permanecem imóveis, retomando alguma atividade a partir dos 10°C, sendo os 21°C a temperatura ótima (…).

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