Abril 16, 2021

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Citricultura brasileira reduz consumo de água

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A Citricultura brasileira reduz, em duas décadas, o consumo de água suficiente para abastecer por um dia 200 milhões de pessoas.

〈 30/03/21 〉

A Tecnologia de aplicação diminuiu o volume de calda nos tratamentos de pomares e manteve a citricultura viável no País; a pesquisa foi liderada pelo CEA-IAC, de Jundiaí (São Paulo – Brasil), numa parceria estratégica formada com o Fundecitrus.

No início da década de 2000, a tecnologia empregue no tratamento do ácaro da leprose dos citrinos, então principal praga da cultura, obrigava a um consumo médio até 12 mil litros de água por hectare. O controle do inseto era feito através da aplicação de acaricidas misturados com água, com recurso a pulverizadores do tipo “pistola”, conforme relata o pesquisador científico Hamilton Ramos.

Hamilton Ramos é hoje o coordenador da Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Defensivos Agrícolas, iniciativa que une o setor privado ao Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronómico (IAC). O investigador enfatiza que se o consumo de água necessário nos pomares vinte anos atrás não caísse, a citricultura teria sido convertida numa atividade economicamente inviável.

“Após uma série de estudos, realizados durante 12 anos, numa parceria estratégica do CEA/IAC com o Fundecitrus, Fundo de Defesa da Citricultura, a média de consumo de água nas aplicações fitossanitárias, caiu nos dias de hoje, para 2 mil a 4 mil litros por hectare. O recuo na necessidade de água, altamente representativo, soma-se também ao aumento da cobertura de plantas tratadas, que subiu de 200 para 600 por hectare”, explica Hamilton Ramos.

De acordo com o investigador, a redução do consumo de água obtida na área da citricultura, equivale atualmente, ao volume necessário para suprir, por um dia, cerca de 200 milhões de pessoas.

Fernanda Campos, Bureau de ideias Associadas

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