Agosto 1, 2021

Agricultura Internacional

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O hambúrguer vegetariano é menos saudável que o de carne

2 min read
  • Os hambúrgueres vegetarianos não aportam vitamina B12, que apenas se encontra nos produtos de origem animal
  • Um alimento pode ser de origem vegetal e ao mesmo tempo ser ultraprocessado
  • Muitos produtos de origem vegetal requerem grandes recursos, o que põe em causa a sua sustentabilidade
〈 29/03/21 〉

Numa altura em que o hambúrguer vegetariano está na moda, com a aprovação do Parlamento Europeu, pede-se que a designação de “carne” seja apenas reservada a produtos que a contenham de facto.

A plataforma Carne e Saúde elaborou um questionário para avaliar se os produtos processados plant-based (elaborados à base de vegetais ou plantas) são saudáveis. Em resultado, foi apurado que se estão a desenvolver falsas “carnes” vegans que procuram recriar uma experiência semelhante ao consumo de um hambúrguer ou outros produtos com carne real, tratando-se deste modo “de imitar o seu sabor e textura, com o recurso a poderosas estratégias de marketing e de difusão que as promovem sob critérios de saúde e sustentabilidade, contornando o papel nutricional que aporta um consumo adequado de carne numa alimentação variada e saudável”.

O relatório Carne e Saúde destaca, em primeiro lugar, que não é porque um produto seja “apto para vegans” ou de “origem vegetal” que é saudável, já que um alimento pode ser vegan e ao mesmo tempo ultraprocessado. “De facto, a maioria destes produtos à base de plantas, que querem imitar os hambúrgueres e outros formatos tradicionais de origem animal, contêm um grande número de ingredientes de todo o tipo devido à sua estratégia de tentar imitar a textura, a aparência, o sabor e o aroma da carne real”.

Em 23 de outubro de 2020 o Parlamento Europeu determinou que as bebidas vegetais não podiam utilizar a designação de “leite” ou mesmo as designações “alternativa 100% vegetal ao iogurte” ou “alternativa vegetal ao queijo”, mas concedeu que “hambúrgeres vegetarianos” mantivessem a sua designação.

O presente artigo foi originalmente publicado na publicação online espanhola “El Economista” e pode ser lida integralmente clicando aqui.

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