Maio 23, 2022

Agricultura Internacional

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CRISPR | Reino Unido dá ‘luz verde’ à edição genética na agricultura

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O governo britânico afirma que as tecnologias de edição de genes podem desenvolver novas variedades resistentes aos efeitos das alterações climáticas e prepara-se para facilitar os testes de campo.

Com as novas regras apresentadas pelo governo britânico, vai ser muito mais fácil fazer investigação em edição genética de plantas. As medidas travam a burocracia até aqui existente e incentivam os testes de campo.

As novas regras aplicam-se apenas à investigação, ou seja, não permitem o cultivo e o consumo de variedades geneticamente editadas. Depois da consulta pública no ano passado, o governo optou por uma abordagem gradual, mas a direção é clara – apoiar a edição genética para modernizar a agricultura no Reino Unido.

Como afirmou ontem Jo Churchill, ministro da Agricultura, Inovação e Adaptação Climática, “as novas tecnologias que permitem editar o genoma podem ajudar-nos a enfrentar alguns dos maiores desafios da nossa era relacionados com a segurança alimentar, o aumento da temperatura média global e a perda de biodiversidade. Agora temos a liberdade e a oportunidade de promover a inovação e de melhorar o meio ambiente, desenvolvendo plantas mais fortes e resilientes aos efeitos das alterações climáticas”.

Beterraba resistente a vírus comuns, trigo com menos agentes possivelmente cancerígenos e tomate resistente ao míldio são as variedades que os cientistas do Reino Unido poderão em breve começar a desenvolver.

Os testes de campo ainda exigirão notificação ao Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, e quaisquer culturas ou alimentos futuros estariam sujeitos a requisitos de autorização separados.

Saiba mais num comunicado divulgado pelo governo britânico e num artigo publicado no The Guardian.

Informação disponibilizada pelo CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.

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